Nem toda escola pública brasileira teve uma segunda chance como a Monsenhor Scarzello, de Joinville, Santa Catarina, destacada em dois momentos acima. Fechada em 2012 e depredada por vândalos, renasceu sete anos depois e já é referência no ensino em Libras, mas fez parte de uma crescente estatística no país. Entre 2007 e 2020, o Brasil desativou mais de 108 mil instituições públicas e privadas de educação básica. Nem mesmo a pandemia interrompeu o processo. A queda na taxa de nascimentos, que por consequência impacta na abertura de matrículas, tem sido o principal argumento de governos para fechar unidades como forma de adequar custos. O processo, no entanto, é delicado. Levantamento da reportagem identificou que em alguns casos houve sequelas, e a ruptura forçou alunos a abandonar ou protelar os estudos, agravando o problema crônico no país da evasão escolar. Estados admitem que não há um acompanhamento criterioso dos alunos afetados depois que uma unidade é extinta. Especialistas dizem, no entanto, que ainda há chance de fazer o processo com eficiência e uma janela de oportunidade se abre para adequar gastos e modernizar os espaços de aprendizagem
POR CRISTIAN EDEL WEISS
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Os personagens desta reportagem foram entrevistados antes da pandemia, por isso não usam máscara. As entrevistas e imagens in loco foram realizadas em diversos momentos entre 2017 e 2020
QUEM FEZ
Desenvolvimento
Bruno Scheibler, Kleyson
Colaboração
Mayara Vieira e NSC TV
Design e visualização de dados
Maiara Santos, Ângela Prestes
Gerente de Conteúdo Digital
Fabricio Vitorino
Reportagem e análise de dados
Cristian Edel Weiss
Imagens
Diorgenes Pandini e Leo Munhoz
Edição de imagens e vídeos
Thiago Ghizoni e João Victor Rocha
Edição
Raquel Vieira
Mentoria
Niko Kommenda, jornalista visual do jornal The Guardian, Inglaterra, como parte do programa Dataship, de apoio ao jornalismo de dados em países em desenvolvimento, organizado pela Deutsche Welle Akademie, da Alemanha
Apoio
NSC Lab e TV Bahia